Antes de mais, tenho a dizer que este título é em tua honra, afinal o Miguel Esteves Cardoso escreveu o "Elogio ao Amor"...e mesmo assim não terá nada a ver com aquilo que ele escreveu, embora fale no mesmo sentimento duma forma tão simplificada...
Sendo o dia que é, só poderia escrever para ti, não por nenhuma razão, mas por todas...não por pensar no dia de amanhã, mas sim porque não vivo (apenas) agarrada ao passado, e no presente, só queria partilhar o meu dia contigo...assim faria sentido!
Às vezes penso o quão deverá ser estranho para ti leres-me, o sentimento inconstante aos olhos de alguns, tão seguro aos olhos de outros...não, nunca te odiei, e às vezes, incompreensívelmente, acho que sempre te amei!Não me perguntes como ou porquê...mas o facto de nunca te ter sentido meu (só), fez com que te admirasse ainda mais e me desse mais gozo "gostar de ti"...
Já tentei, tornar em mim, esta necessidade nula, não te pensar, não te ver, não te sentir...mas torna-se a cada dia, o mais diícil! E não vale a pena...tu estás em mim!
Pegando em escritos teus, onde falas no "não" e no "sim"...comento assim: duas palavras tão pequenas, capazes de transformar e criar coisas tão grandes, como o princípio e o fim; o começo e o acabar...agora pergunto-me!Fará o "não" parte do amor?Talvez, às vezes...mas para mim o amor é o "sim", é a capacidade da afirmação, é o mergulhar de cabeça...sem medo...e agora desculpa lá "na vida há duas coisas que não deves ter, medo e..."...então porque o medo em ti? E medo do que?Tu? Eu deixei de ter medo, já não tenho nada a perder...porque já perdi...e por isso digo...SIM, o "não" é um fugir, é um não olhar para trás, é uma facilidade fácil! Que nem sequer parece tua...
Este Hino ao Amor, é teu, é para ti...não muda nada, pouco importa, é mais um extravasar de emoções...no dia de hoje! O dia de amanhã será apenas mais um em que te vou olhar e fazer de conta que não te escrevo...é o meu sim, é o meu fingir de sentimentos, porque eu não os escondo, eu admito-os, eu voltaria atrás e faria tudo de novo...
Ahhh...e por último...uma pergunta:
" Quando acordamos juntos outra vez?"
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